A policia e o proprio Facebook pedem que pais postem menos sobre filhos: entenda por que

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Fonte: Beatriz Helena – VIX

Postar fotos dos filhos nas redes sociais pode ser um hábito aparentemente inofensivo com a simples intenção de mostrar momentos “fofinhos” ou engraçados aos amigos e familiares. A prática, no entanto, pode apresentar sérios riscos. Depois da campanha “Desafio da Maternidade”, autoridades internacionais fizeram alertas importantes aos pais. Nos últimos meses, até mesmo o próprio Facebook chegou a se pronunciar sobre a questão. Depois da popularização da campanha “Motherhood Challenge”, no Brasil difundida como “Desafio da Maternidade”, corrente online em que mães eram convidadas a postar fotos dos filhos em vários momentos da vida, a polícia da França fez um comunicado oficial dizendo que é compreensível o orgulho que os pais sentem de suas crianças, mas, que é preciso ter cautela na divulgação dessas imagens. De acordo com site americano de cultura e tecnologia “The Verge”, a instituição se manifestou dessa maneira por três motivos. Dois deles servem de reflexão para pais de qualquer nação:

Mau uso das imagens – O primeiro deles é o risco de as imagens serem acessadas por pessoas mal-intencionadas, chamadas pelos franceses de “predadores sexuais”, que podem disponibilizá-las em sites de pedofilia. A divulgação ainda pode facilitar a ação de criminosos no planejamento de roubos ou sequestros.

Constrangimento posterior – Outro motivo dado pela polícia são os impactos sociais e psicológicos que essas imagens podem ter posteriormente. Ao crescer, a criança pode se deparar com relatos e fotos antigas e se sentir constrangida ou traumatizada.

Processos – De acordo com o site, na Europa, filhos ainda podem processar pais, responsáveis pela proteção da sua imagem, por violação de privacidade. Para estes casos, a lei prevê multa e até um ano de prisão.

Ferramenta do Facebook para proteger crianças – O problema pode tomar proporções tão grandes que até os dirigentes das redes sociais estão se manifestando. Em novembro de 2015, em uma conferência internacional realizada em Londres, Jay Parikh, vice-presidente de engenharia do Facebook, disse que a empresa considera disponibilizar uma ferramenta para fazer alertas aos pais no momento em que eles fossem publicar registros das crianças. Para mostrar como ele funcionaria, Jay exemplificou: “Se eu fosse fazer o upload de uma foto dos meus filhos brincando no parque e, acidentalmente, compartilhasse com o público geral, este sistema poderia dizer: ‘Ei, espere um minuto, esta é uma foto de seus filhos. Normalmente você posta isso apenas para membros da sua família. Você tem certeza que quer fazer isso?’”.

Como postar fotos dos filhos com segurança na internet  Para poder fazer as publicações com segurança, especialistas recomendam:

- Não postar fotos de crianças nuas no banho ou na piscina. Além de constrangê-la, elas são um prato cheio para indivíduos mal-intencionados;

- Deixar a visualização apenas para amigos e não para o público em geral;

- Não ativar a localização das postagens para que nenhum desconhecido descubra os lugares frequentados pela família;

- Não colocar fotos das crianças com o uniforme da escola, na frente do colégio ou residência para evitar que os lugares frequentados sejam identificados;

- Não postar fotos de outras crianças, como amigos da escola ou do clube, sem que os responsáveis permitam;

- Não divulgar imagens da criança perto de bens de valor da família, como veículos ou itens tecnológicos;

- Não postar imagens em alta resolução, já que elas podem ser facilmente editadas.

DEZ TIPOS DE FOTOS QUE PAIS COMPARTILHAM NAS REDES SOCIAIS E PÕEM FILHOS EM RISCO (Mariana Bueno / VIX) – Um sorriso, uma pose, um olhar… cada movimento dos filhos deixa os pais encantados e prontos para fazer um registro fotográfico. O passo seguinte, quase sempre, é compartilhar fotos nas redes sociais para que todos possam ver como a criança está fofa! O problema é que, ao fazer isso, os pais podem estar colocando seus filhos em risco. Casos de sequestros, roubos e pedofilia são cada vez mais comuns e se tornam ainda mais fáceis de serem cometidos, uma vez que a rede oferece não só a imagem da criança, mas também sua localização exata, lugares que frequenta, trabalho dos pais, bens da família, entre outros. Mas parece que muitos pais ainda não se deram conta disso. De acordo com os dados do TIC KIDS ONLINE BRASIL 2014, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 68% dos pais consideram que há pouca ou nenhuma chance de os filhos passarem por situações de risco na internet. O estudo tem como objetivo entender a percepção de jovens em relação à segurança on-line, bem como delinear as práticas de mediação de pais e responsáveis. Confira os dez tipos de fotos das crianças, mais perigosas para se postar na internet:

01. Fotos que tenham registro de localização, como, por exemplo: “Meu filho João – em Escola do Saci Pererê”;

02. Foto do filho com uniforme da escola ou outra referência que ajude a identificar locais que ele frequenta;

03. Foto do filho com colegas sem a permissão dos outros pais. Do mesmo jeito que você tem suas ideias sobre o que é ou não legal em relação aos seus filhos, os pais dos coleguinhas podem ter opiniões diferentes e é preciso consultá-los antes de expor as crianças na rede;

04. Foto com bens de valor da família, como carros, joias, itens tecnológicos e coisas caras, que chamam atenção;

05. Fotos da criança nua, no banho ou em qualquer situação que poderá constrangê-la no futuro ou mesmo correr o risco da foto cair em sites de pornografia ou pedofilia;

06. Outro grande risco é deixar que crianças criem seus próprios perfis nas redes sociais. Esses sites são para maiores de 18 anos e a criança com certeza não saberá o limite entre o que é ou não perigoso;

07. Mostrar informações escritas, como onde estuda, mora, endereços, fotos de casa, são mais complicadas e perigosas do que mostrar a foto do rosto, pois podem saber a localização da criança, os locais onde ela frequenta;

08. Fotos que podem ser vistas por desconhecidos ou “amigos de amigos”. Faça filtros de segurança e privacidade para sua rede social. Cuide também para que seus álbuns no Facebook não sejam “abertas para todos”;

09. Foto do filho no trabalho dos pais que identifique onde é esse lugar. Sua vida pessoal não pode ser um livro aberto na web, isso é perigoso;

10. Foto de alta qualidade: lembre-se que imagens em alta resolução podem ser editadas ou manipuladas por qualquer um de um jeito fácil.

“Evitar mostrar esses detalhes é uma questão de segurança, mas existem questões que nem mesmo os adultos pensam antes de postar e acabam expondo particularidades, como é o caso de fotos de viagens”. Outro grande risco é deixar que crianças criem seus próprios perfis nas redes sociais. Hoje os pais estão expondo crianças muito pequenas. Pode-se ver crianças no Facebook com 4 ou 5 anos, e elas não sabem dos perigos nem como utilizar essa fermenta. Os pais devem controlar, limitar e proporcionar aos filhos apenas a tecnologia que a idade comporta. Os pais também precisam estar cientes de que são uma referência e que, por isso, devem ter critérios e ponderar o que é e o que não é permitido ser postado. Se eles não se preocupam e tomam cuidado com o que estão postando os filhos também não vão ver perigo nisso. É uma questão de segurança. Mesmo com os pais sendo responsáveis e limitando a exposição de seus filhos na rede, muitas vezes acontece de amigos ou parentes divulguem imagens sem que haja autorização. O ideal seria que sempre houvesse uma consulta prévia para saber se os pais se incomodam ou não que determinada foto seja divulgada, o que não costuma acontecer. Em casos mais sérios, vale lembrar também que a publicação de fotos sem autorização nas redes sociais é proibida e passível de processos judiciais. É importante que todos tenham ciência de seus atos e do quanto a situação é séria. A proteção da imagem é imprescindível e pode proteger de sequestros, contatos com pessoas que possam envolver negativamente as crianças e jovens, causando por vezes danos irreversíveis a toda a família.

“Macetes” que garantem a segurança do seu filho na internet e nas redes sociais – De acordo com pesquisa divulgada pela LONDON SCHOOL OF ECONOMICS & POLITICAL SCIENCE, universidade britânica, uma em cada três crianças já usa internet no Brasil. Com o fácil acesso através dos smartphones, cada vez mais acessíveis, está claro que o caminho não é proibir o uso, mas manter um diálogo aberto, saber orientar e tomar medidas que garantam a segurança delas. A PSAFE, empresa brasileira de segurança digital, listou medidas simples que são capazes de garantir a segurança na hora da navegação e evitar o roubo de dados pessoais, pedofilia e cyberbulling.

- Diálogo e explicações – Com acesso a conteúdos muitas vezes úteis para distração ou aprendizado, as redes também podem ser usadas de forma inocente e inadequada pelas crianças. Por isso, de acordo com a empresa, uma das melhores alternativas para evitar os riscos é explicar detalhadamente para que serve a ferramenta, mostrando onde podem ser feitas pesquisas de conteúdo escolar ou jogos e sites que podem ou não serem acessados;

- Instalação de programas de segurança – Para garantir a segurança de toda a família e manter os dados em sigilo, uma das medidas de segurança na internet mais importante é a instalação e atualização de programas antivírus e antiphishings (programas que barram mensagens falsas que podem roubar informações pessoais, fotos e senhas);

- Envio de arquivos – Embora não seja possível controlar toda a atividade dos filhos nas redes sociais, fazer recomendações básicas como as de não conversar com estranhos e nem enviar nenhum tipo de informação é importante. Nesse momento, vale ressaltar o risco existente no compartilhamento de fotos e vídeos íntimos explicando que, a partir do momento em que eles caiem na internet, é quase impossível controlar quem os recebe, salva ou compartilha.

- Redes sociais – Na maioria dos casos, é através das redes sociais que as crianças vão se comunicar com conhecidos e desconhecidos. Por isso, a melhor opção é, além de também criar perfis nelas, explicar para que serve cada ferramenta e como ela deve ser usada, além de mostrar os riscos de compartilhamentos indevidos. Outro aspecto importante é estabelecer vínculos de confiança para que eles possam, em casos de cyberbulling, assédio ou perseguição, recorrer à pessoa certa – os pais ou responsáveis.

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